8 de mai de 2017

Onde foi parar o interesse em viver a realidade? - por Marcos A. Junior



Era domingo, véspera de um feriado, e eu estava em um boteco, conversando com um dos meus amigos. Conversa vai, conversa vem, e um questionamento tornou-se vivo em nosso diálogo: Onde foram parar as pessoas que realmente desejam viver a realidade? Talvez essa indagação não fosse levada tão a sério, caso a percepção fosse unicamente unilateral, mas não fui o único a notar o que está acontecendo com os seres da minha cidade, mais especificamente, do meu bairro. As pessoas vivem cada vez mais distantes, se é que podemos contemplar tais presenças. Se você vai a uma lanchonete, a um bar ou à praia, o cenário é repetido por incensadas vezes. Os flashes dos celulares brilham mais que os olhares. Parece não existir mais gana alguma em viver qualquer momento, por mais prazeroso que possa ser. As situações possíveis são inúmeras, pelo menos é o que fica evidenciado nas várias redes sociais da grande maioria de indivíduos. No exato momento em que tais criaturas vivenciam as situações, ainda assim, não parece existir um mínimo desejo em presenciar nenhuma delas, por nenhum dos envolvidos. É um processo simplório, porém, totalmente controverso. Na verdade, é um mecanismo de fuga psicológica. Quando não se quer estar em um momento, foge-se para onde o seu coração realmente deseja estar. Porém, se tal prática inquietante é habitual em todos os cenários, onde as pessoas desejam realmente estar? A resposta é uma incógnita absoluta. Acredito que nenhum lugar, e nenhuma pessoa, seja capaz de preencher esse “vazio” existencial em que vivemos. Deixando esse raciocínio de lado e voltando o pensamento para a minha própria mente, pois é a única imposição que me cabe, tal atitude gerou um questionamento que fora compartilhado por meu amigo: Onde foi parar o interesse em pessoas? Vou dar um spoiler do resultado deste texto, confiando que você não perderá o interesse na história: Não consegui uma única resposta válida e plausível. É óbvio que nós, seres humanos, procuramos similaridades em comportamentos e pensamentos dos demais. Porém, após uma análise macro do modo como estamos vivendo, chega a ser angustiante pertencer a tal geração, sem minimizar nenhuma vida, por mais divergente que seja, afinal, o respeito para com todos é imprescindível. Não é que essa tal “turma” tenha uma real necessidade de “salvar” o mundo, literalmente falando, mas é que somos seres “evoluídos”, pelo menos é o que queremos que pensem que somos, dotados de todo o conhecimento necessário para deixar a vida mais simples, afinal, a internet é uma ótima professora de como viver e ser feliz, ironicamente falando, claro. Não existe uma só pessoa que suporte viver por tanto tempo com uma obrigação tão significativa, sem ao menos importar-se com o resultado corrente de sua missão. Tais condutas são os verdadeiros spoilers do destino, do que está por vir mais à frente. Analisando tal reflexão, me senti como um incompetente, mesmo sem ter o controle das outras vidas. A sensação é de que todo o meu pensamento parece estar incoerente, devido a distinção ao dos demais. Aquele ditado antigo, citado excessivas vezes pelas multidões “A voz do povo é a voz de Deus”, me parece um tanto errôneo agora. Acredito que tal entidade divina não programou isto para os seus descendentes, afinal, a vida é para ser vivida com afinco. É totalmente compreensível a necessidade de percepção que tais pessoas, viciadas em malhas públicas, tem, mas é que parece que os indivíduos dessa época encontraram na exposição própria um falso atalho para a felicidade. Vivem como “celebridades” (entre aspas porque não enxergo glamour algum em ser famoso, apesar de não ter nada contra nenhum deles). Postam todos os seus passos como se alguém estivesse interessado em segui-los, copiá-los. Desfilam sorrisos tão ilusórios que acabam transvestindo-se de felicidade plena. É como se a essência de todo momento feliz, ou “feliz”, estivesse diretamente ligada às práticas tecnológicas. Não é que me importe com tantas fotos iluminadas, palavras “sábias” ou sorrisos escancarados. O meu alarme parte do pressuposto de que a ilusão é tão fraudulenta que, em certo ponto, após ser utilizada por exaustivas vezes, a realidade seja substituída por tal existência enganadora, fazendo com que a verdadeira essência seja esquecida. Há uma possibilidade gigantesca de esse fato ludibriante já haver ocorrido anteriormente e esse que vos escreve esteja preso a um tempo que nunca mais voltará. Calma, não existe transtorno algum nisto. Essa conversa começa na minha mente e termina na mesa do bar, sem interesse algum em prosperar.

44 comentários:

  1. Acredito que o nome dessa geração deveria ser: a geração da aparência. Com certeza vivemos numa sociedade que preza mais o mostrar estar bem do que realmente estar bem. Alem de não vivermos mais a realidade, querendo só postar fotos nas redes sociais e mostrar o quanto aquele momento é importante. Uma pena isso tudo, mas não acho que isso vá mudar, sabe quando algo ja está enraizado? Acredito que só vá piorar!!

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    1. Olá, Bruna.
      Seu pensamento é compartilhado por mim.
      Não há uma saída para um lugar onde o pensamento é tão desprezado e a importância que é dada ao que vão achar de cada atitude própria é gigantesca.
      Muito obrigado pela sua opinião e pelo seu comentário.

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  2. Acho que é um pouco balela no sentido de que a humanidade sempre foi assim. Tipo, quando não eram celulares, eram televisões, antes eram jornais e assim vai. Sempre entretidos e, é valida a discussão, mas é realmente complicado porque tem gente que vive muito mais quando vive para os outros, tipo os youtubers, sabe? A Dani Noce por exemplo. Ela faz viagens incríveis, gravando. E mais mil exemplos. Acho que é importante tomar precauções, li em algum lugar que a gente poderia ler muitoos mais livros se ficasse menos tempo nas redes sociais, o que é assustador pra caramba, porque a gente realmente gasta horas e horas. Eu tô grogue de sono, mas acho que consegui mostrar meu ponto, bonito o texto aliás, beijos auhsuashashuasuhahusuhas

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    1. Olá, Felipe.
      Acredito que sua reflexão é muito válida quando diz que o ser humano precisa distrair-se de alguma maneira, ainda mais nós, brasileiros, viventes de uma crise, não só financeira, tão intensa.
      E sim, é exatamente o que você está fazendo/falando.
      Sempre reclamamos de falta de tempo para isso e para aquilo outro, mas nunca paramos para ponderar as nossas prioridades.
      Tudo é questão de prioridade.
      Parece que a nossa intenção é sempre estar ligados na vida dos outros, através das rede sociais, para julgar comportamentos e palavras, como se isso fosse elevar a nossa própria existência a um patamar superior.
      Ninguém entende e nunca entenderá a humanidade, mas acredito que seja hora de realmente perceber o quão alienados estamos.
      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.

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  3. Esse é um ponto que já vem sido discutidos bastante, então sempre que vejo um texto com esse tema sempre chama minha atenção. Infelizmente é assim que vivemos, e por mais que falemos isso só aumenta. Custa a nós, os "sãos", tentar trazer as pessoas de volta a realidade. Muito bom o texto.

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    1. Olá, Eduarda.
      Essa foi a intenção do texto.
      "Trazer" um pouco da realidade para quem estiver lendo, pena que quase sempre, quem lê, são as pessoas mais ajuizadas e a grande maioria das pessoas que vive da maneira exposta no texto são as que tem uma "repulsa" a qualquer tipo de leitura.
      Então, estou fazendo a minha parte.
      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.

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  4. Talvez o que devemos fazer e trazer formas de reflexão crítica sobre o tema, e entender o que realmente esta causando esse tipo de atitude tão aparente em nossa sociedade, pois ao meu ver isso vem sendo apresentado não só por nossos jovens, mas por toda uma geração que vem se incluindo nas redes sociais, e se contaminando com tal comportamento. Talvez seja mais fácil mostra a felicidade, do que enfrentar os momentos ruins, enfim, temos de aprender a lidar e entender, o que está na nossa cara e muitas vezes não conseguimos compreender, ou realmente enxergar.

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    1. Olá, Lana.
      Esse é o objetivo do texto.
      Fazer com que as pessoas percebam, por si sós, que algo está errado e o que a maioria faz, conhecido como moda, não é exatamente o melhor, afinal, pode ocorrer de ficar com essa "moda destrutiva".
      Precisamos viver a essência de cada momento, pois são únicos, por mais repetitivos que sejam.
      Muito obrigado pelo seu comentário.

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  5. Na minha cidade não é muito diferente não... Temos que ficar desviando das pessoas para que não batam na gente em plena via publica pois estão tao distraídas nos seus celulares é uma coisa de louco não temos mais diálogos conversas conselhos enfim a comunicao via boca a boca se banalizou...

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    1. Olá, Glaucia.
      Isso é exatamente o que acontece em todo o país.
      Falei especificamente do meu bairro pois é o que vejo, mas todos os lugares estão assim.
      Pessoas super interessadas em viver no mundo virtual e deixando a realidade às margens.
      Muito obrigado pelo comentário.

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  6. Oie
    Gostei muito do seu texto. Infelizmente está assim mesmo, e não sei se estou sendo pessimista demais, mas acho que a tendência é só piorar.
    E vou falar mais, hoje, não só os mais jovens, pessoas adultas também estão nessa. Infelizmente tenho um caso dentro de minha própria casa. Sabe a pessoa estar só de corpo ali? Bem assim, triste demais.

    Abraço
    Fernanda
    http://condutaliteraria.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Fê.
      Primeiramente, muito obrigado pelo elogio.
      E reitero o seu comentário.
      Não, você não está sendo pessimista.
      O tempo vai passando e a tendência é realmente piorar.
      Daqui há algum tempo, algum "gênio" vai desenvolver outro aplicativo que substitua a necessidade humana.
      E depois outro alguém inventa outro.
      Pensando mais à frente, vamos viver dentro de casa, na frente dos celulares e esqueceremos que a vida é uma só.
      Muito obrigado pelo seu comentário.

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  7. Oi Marcos, tudo bem?
    Achei maravilhoso seu texto, já vou compartilhar ali!
    Não tem coisa que eu ache mais chata que sair pra um restaurante ou (até) pro cinema, e as companhias não largarem o celular!
    E isso não é só com os amigos não, até minha avó me "ignora" agora, pra você ver!
    To pra fazer uma regra de: "só saio com você se deixar o celular em casa"! Só assim pra ter alguma conversa!

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    1. Olá, Isabela.
      Comigo está tudo bem. E com você?
      Espero que também esteja.
      Essa regra é bastante válida, pelo menos pra mim.
      Não saio mais com o celular.
      Sua avó? kkkkkkkkkkkk...os avanços tecnológicos não tem limites mesmo.
      Muito obrigado pelo comentário, pelo elogio e por compartilhar.

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  8. Marcos, infelizmente a tendência é piorar.
    Quando saio com amigos ou vou na casa deles, eu procuro nem levar celular ou então deixá-lo bem guardado, mas e faço o que quando TODO mundo começa a mexer em seus respectivos? Fico olhando para a parede? Xingo geral? É, não está fácil...
    Muitas pessoas se preocupam mais em postar foto parecendo feliz do que realmente ser feliz. Isso é triste. Geração de aparências, como disse uma colega aí pra cima. É tanto casal que se mata na "vida real" mas que nas redes são o casal perfeito...
    Tenso!

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    1. Olá, Kemmy.
      Realmente é muito complicado, mas, pessoalmente, não vou me adaptar a tal prática intermante suicida.
      Não tenho "dicas" para dar sobre o que fazer quando encontrar-se em casos como o que foi relatado por você, mas não transforme-se em um deles.
      Viva a vida como achar melhor, se for desse jeito, paciência.
      Porém, lendo seu comentário, acredito que você não irá ser parte de tal geração perdida.
      Muito obrigado pelo comentário.

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  9. Oi, Marcos.
    Parabéns por seu texto, muito reflexivo e inteligente. Infelizmente essa é nossa realidade e parece que a tendencia é só aumentar esse estilo de vida. Como moro em uma cidade menor, apesar de turística, ainda há um pouco mais de valorização as atividades de lazer, como passear em parques, praças públicas, pessoas fazendo leituras ao ar livres, escutando músicas, grupos de amigos conversando e rindo à toa. Claro que sempre se vê a tal da tecnologia e vida virtual inseridos nesse contexto, mas de uma forma mais leve. Pelo menos não é tão sufocante. Chega fim de semana e feriados, as pessoas saem para as ruas, para o centro da cidade, passear e se divertir. Ainda há esperança!
    Precisamos ter a consciência da medida certa e momentos ideais, para tudo. E acima de tudo, valorizar a vida!
    Grande abraço.

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    1. Olá, Márcia.
      Primeiramente, obrigado pelo elogio e pelo comentário.
      Tal tendência torna-se natural, assim como qualquer outra que seja tão ilusiva.
      E como você mesma disse, no interior as coisas demoram um pouco mais a chegar, tanto boas quanto ruins.
      Eu torço realmente que as pessoas se conscientizem e prestem atenção na forma que estão vivendo, antes que seja tarde demais.
      Tarde já é. A gente vive tão inserido nesse mundo que perdemos momentos importantes, ou importantíssimos.
      Como não podemos mandar na vida de todos, só me resta escrever e tentar, da minha maneira, mudar o pensamento alheio.
      Abraço.

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  10. Olá Marcos,
    Pois é, essa é a nossa realidade nua e crua, e muito difícil você chegar em um bar encontra pelo menos uma mesa onde tenha grupos de amigos conevrsando, rindo juntos como antes, hoje em dia já não tem mais isso, parece que tudo que nós conheciamos foi se perdendo ao longo do tempo e dos anos..!

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    1. Olá, Lily.
      É realmente muito triste ver o distanciamento crescente nas pessoas.
      É de não ter mais palavras pra tentar justificar.
      Muito obrigado pelo comentário.

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  11. Oi Marcos!
    Tenho observado isso também. É como se essas pessoas tivessem se tornado viciadas, dependentes de tal exposição. Se saio de casa e me reúno com o pessoal, sempre tem aquela galera que insiste em parar o que está fazendo para "registar" e responder os cometários nas redes. Ou pior, conversar com as pessoas que não estão ao seu redor. É o que vemos hoje em dia. As pessoas quando tem oportunidade de visitar algum lugar bonito, deixam de "ver" a paisagem, para capturá-la na tela de uma aparelho. Convenhamos que se a intensão era essa, que o indivíduo pegasse uma foto da internet.
    Gostei muito de você ter abordado esse assunto. Gosto dos seus textos.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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    1. Olá, Priscila!
      É uma situação preocupante e crescente, pois não importa a idade dos que pensam e agem assim.
      Tal "terrorismo" combina crianças de oito anos com idosos de sessenta e cinco.
      Ninguém vive as situações, apenas "ostentam", não sei para quem, as situações.
      Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio.
      Beijo

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  12. Oi.
    Eu adorei a sua reflexão e só li verdades ainda hoje eu estava me observando criticamente falando pois a primeira coisa que faço quando acordo procurar meu celular, analisando isso a uns oito a nove anos atrás a realidade seria outra meu primeiro pensamento Ao acordar com certeza seria levantar para assistir desenho, aos poucos fui perdendo essa parte de mim e só posso lamentar por isso.
    Bjs.

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    1. Olá, Marlene.
      É natural que as pessoas evoluam e os hábitos mudem.
      Não vejo problema algum nisso.
      O que tento ressalvar é a questão de viver unicamente preso a tal tecnologia.
      Em casa, quando não há outra possibilidade, é inegável o prazer em estar em tal prática.
      Porém, não é bem assim que as pessoas vivem hoje em dia.
      O texto foi destinado às pessoas que refutam da companhia dos outros, mesmo quando marcaram algo, para permanecer presos a isso.
      É óbvio que não estou falando que isso é um atraso de vida, mas, assim como todas as outras coisas utilizadas em excesso, é prejudicial à vida.
      Postar sorrisos não é melhor que sorrir de verdade.
      A única pessoa capaz de alterar a sua vida é você mesma.
      Obrigado pelo comentário.
      Beijo.

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  13. Ola, Marcos, tudo bom?
    Adorei o assunto que você trouxe pra discussão. Eu concordo que é difícil manteer conversas por um tempo sem que as pessoas não fiquem segurando um celular; eu mesma tenho exemplos na faculdade e isso é triste! Eu tento ao máximo fazer minha parte, eu adoro conversar e acho que nenhum outro aparelho ou distração deveria interferir, pois é um momento em que podemos conhecer melhor as pessoas...
    E você escreve muito bem, parabens!
    Beijos,
    Yasmim.

    Blog: http://literarte.blog.br/

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    1. Olá, Yasmim.
      Está tudo bem comigo. E com você?
      Espero que também esteja bem.
      A nossa parte é a única coisa que nos resta a fazer.
      Não há como mudar, ativamente, a cabeça das pessoas.
      Posso escrever acerca de tal assunto.
      Posso não agir assim, mas não há como mudar a forma que os outros agem.
      Cada um fazendo a sua parte, chegaremos ao todo.

      Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio.
      Beijo.

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  14. Olá! Infelizmente vivenciamos isso o tempo todo, no trabalho, na escola ou quando vou sair eu geralmente nem levo o celular a não ser em casos que ele se mostre verdadeiramente útil, pois sou muito desapegada dessas coisas, porém tem pessoas que são realmente dependentes da tecnologia e usufruem negativamente delas...

    Um beijo, Carol
    Blog com V.

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    1. Olá, Carol.
      O problema está realmente nas pessoas, não nas tecnologias.
      Até o amor, utilizado de maneira errônea, pode ser ruim.
      Obrigado pelo comentário.
      Beijo.

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  15. Oi Marcos,
    É triste de admitir, mas a realidade é que as pessoas vivem através da tecnologia e de forma superficial. Não existe mais aprofundamento nos diálogos e nem verdadeiro interesse em saber como vai o próximo. Estamos nos tornando uma sociedade egocêntrica e ao mesmo tempo necessitamos da aprovação dos demais sobre tudo o que fazemos. Eu digo que o avanço da tecnologia e as redes sociais facilitam a comunicação para aqueles que moram longe, mas ao mesmo tempo distancia os que estão próximos.

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    1. Olá, Gislaine.
      É aquele paradigma muito falado no mundo.
      Tecnologias, aproximando quem está distante, afastando quem está próximo.
      Pior que admitir tal situação caótica é ser parte disto.
      É notável que os avanços tecnológicos são imparáveis, mas a utilização deles em todos os momentos chegar a ser desgostante.
      É difícil não visualizar isso em todos os lugares.
      O que você disse é realmente o que está faltando em nossa sociedade.
      Aprofundamento.

      Muito obrigado pelo comentário.

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  16. Oi, Marcos!!
    Adorei o seu texto você falou tudo!! As pessoas passam tanto tempo no mundo irreal que esquecem como é viver no mundo "real". Parece que viver de aparência e de selfies e tudo que importa!! Mas e a vida real e os amigos e a família aonde fica nessa historia?!!
    Beijoss

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    1. Olá, Marta.
      É um prazer responder outro comentário seu.
      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.
      Sim, a situação é extremamente alarmante.
      É como se as "dores" virtuais não nos fizessem sofrer tanto.
      Realmente. É impossível sofrer com a distância em que vivemos.
      Parece que o ser humano pegou o desgosto por sofrer, achando que tal situação é o fim do mundo.
      Para mim, sofrer é apenas a forma mais dura de se aprender, já que as pessoas escolhem por isso.
      Podemos aprender com palavras, mas preferimos só absorver quando sentimos na própria pele.
      O resultado? Um lugar onde mostrar ter é bem mais importante do que ser.
      Beijo.

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  17. É muito triste ler esse texto e enxergar o quanto ele é real. Infelizmente isso é a triste realidade de muitos: a aparência de uma vida feliz baseada em tecnologia (principalmente mídias sociais) ,fingindo uma felicidade que não existe. Muitas vezes são tristes, mas que não conseguem/querem mostrar que elas possuem tal sentimento. E por isso vão trocando o pessoal pelo digital.
    Adorei seu texto, Mas acredito que se houvesse parágrafos , a leitura teria sido mais confortável (ao menos para mim)!! Abraços!! ^^

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    1. Olá, Wesley.
      A sua reflexão acerca do texto é real.
      O medo de mostrar a infelicidade é algo que já atinge a maioria das pessoas há muito tempo, mas agora teve uma efeito viral ainda maior, por causa das mídias.
      Acredito que tristeza disfarçada é ainda mais trágica que a sentida na pele.
      Quanto às sugestões, muito obrigado. Vou tentar melhorar.
      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.
      Abraço

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  18. Olha é um tema bem específico e que nos traz muitas reflexões, enfim vivemos numa sociedade onde o exílio social e midiático tem imperado, e criamos "falsos" personagens de quem somos ao mundo, vivemos um The sims para não nos expormos,e acabamos deixando de viver muitas sensações reais. Esquecemos do valor do contato físico e do frio na barriga! É uma pena, mas amei seu texto!

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    1. Olá, Adriana.
      Gostei muito da sua referência, "The Sims"...
      Como no jogo, temos várias opções acerca das possibilidades, porém, em algum momento, após dias jogando, acabamos cansados de "fazer o mesmo".
      A vida real está exatamente assim.
      Todos muito cansados para viver.
      Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.

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  19. Gostei muito do seu texto, realmente a tecnologia vem cada vez mais influenciando nós seres humanos, é preciso separar a realidade, e aproveitar os momentos, não com um celular, mas com a memória.
    Seu texto é muito bom, e causa uma certa reflexão sobre a tecnologia e o quanto ela está nos afetando.

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    1. Olá, Mariele.
      É realmente um problema que está afetando quase todas as pessoas no país.
      Talvez seja pela falta de conquistas concretas.
      Porém, é só uma suposição.
      Opinião particular.
      Obrigado pelo elogio e pelo comentário.

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  20. Marcos!
    Pois achei sua conversa bem pertinente, porque o mundo virtual, dominou as relações. As pessoas não querem mais conversar tete a tete, apenas através da tela de seus telefones ou tablets, ou qualquer outra comunicação vitual.
    Saio muito com maridão e ficamos observando as pessoas ao nosso redor... Tem 10 pessoas em uma mesa, em algum tipo de comemoração e todas estão de cabeça baixa olhando seus celulares, quando muito, conseguem levantar a cabeça e bater uma foto, para registrar o momento e disseminá-la nas redes sociais, mostrando para todos o quanto se divertem... Me pergunto: para que? Para mostrarem um status irreal? Porque divertimento ali não há nenhum.
    Já sou do tempo das antigas. Adoro conversar olho no olho, tocar as pessoas, trocas ideias criativas, pontos de vista, debater... Não que não tire fotos ou também dê uma olhadinha nas redes sociais vez ou outra, mas nada em excesso presta, concorda?
    Aqui na rua ainda nos reunimos nos finais de tarde na calçada (nem que seja para falar da vida dos outros...kkk), olhamos o movimento da pessoas, conversamos. É um prazer que jamais deixarei de fazer.
    “Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.” (Francis Bacon)
    Cheirinhos
    Rudy

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    1. Rudynalva!
      Muito obrigado pelo comentário engrandecedor.
      Abraço.

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  21. Oi Marcos...
    Mais uma vez você enriquece o Blog com seus textos incríveis e cheios de reflexão. Infelizmente hoje em dia, as pessoas parecem que só querem saber do mundo virtual... Sei que não podemos descartar esse mundo virtual, pois faz parte da nossa realidade e do nosso dia a dia, mas não podemos deixar de lado às pessoas a nossa volta... Precisamos da conversa, do toque, das gargalhadas... De largarmos um pouco o celular e sentarmos no chão para montar um quebra cabeça, ou jogar um ogo de tabuleiro... Quantas vezes estamos entre amigos e ao invés de conversarmos com eles, fica cada um com seu celular, dentro de um mundinho fechado... Vale mesmo refletir sobre isso e tentar mudar enquanto é tempo...
    Abraços.

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    1. Olá, Cristiane.
      Primeiramente, obrigado pelo elogio inicial.
      É um prazer para mim, um reles aspirante a escritor, poder ter essa porta de conversa com vocês, leitores.
      É triste, como sempre falo.
      A vida virtual é mais tentadora que a real, pois lá podemos esconder as nossas verdades e fingir ser "brincadeira".
      Não temos mais rostos, só perfis.
      Não temos mais entrega, só curtidas.
      Não temos mais nada que seja tão intenso quanto um sentimento, apenas compartilhamentos vazios e totalmente superficiais.
      Obrigado pelo comentário.
      Continue por aqui.
      Seu comentário é muito importante.
      Abraço.

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  22. Oi!
    Gostei muito dos texto, acho que o tema levantado é valido e sempre interessante quando vemos esse tema sendo debatido, acho que falta um equilíbrio como um todo na nossa vida, essa tecnologia e esse mundo virtual, já se tornou parte da nossa vida e infelizmente acabamos dependendo muito dela, uma vez vi um relato de uma pessoa que tentou viver um tempo afastada do celular e ela acabou identificando até nas coisas mais básicas como era dependente, seja com o despertador, nas horas, no calendário, naquela mensagem, então acho que devemos sim utilizar a tecnologia a nosso favor, mas não viver por ela e sim realmente viver, apreciar mais as coisas ao nosso redor !!

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    1. Olá, Suzana.
      Não há dúvida que a tecnologia veio a nós para que possamos evoluir a nossa vivência, mas daí até a dependência exacerbada tem um vasto espaço.
      É óbvio que, hoje em dia, é impossível viver sem, tendo em vista que já conhecemos e depois da primeira "visita", é muito difícil não desejar novamente.
      Você citou a palavra chave para essa e todas as outras questões inerentes à vida: Equilíbrio.
      Quando não há uma ponderação, visto que todo excesso é maléfico, a tendência é perder-se.
      Por isso, devemos controlar e não ser controlados, seja por qual tipo de evolução, retrógrada ou não, que seja.
      Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio.

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