17 de jul de 2015

Maratona de Divulgação #LeiaJackaby

Olá leitores! Tudo bem com vocês?
Hoje é dia de conhecermos um pouco mais do Livro Jackaby publicado pelo Selo Única Editora. Durante as últimas duas semanas  já tivemos posts falando desse livro e hoje vamos conhecer um pouco mais da história

Confira também os posts anteriores:

Maratona Leia Jackaby #1
Maratona Leia Jackaby #2

Bora conhecer o segundo capítulo?



 CAPÍTULO 2 
Até a manhã seguinte, eu tinha conseguido tirar o senhor Jackaby da cabeça. A cama em meu quartinho estivera quente e confortável e só havia custado algumas horas lavando louça e varrendo o chão — embora o gerente da pousada tivesse deixado claro que esse não seria um acordo duradouro. Eu escancarei as cortinas para deixar entrar a luz matinal. Se pretendesse prosseguir com minha ousada aventura sem ter de morar embaixo de uma ponte e comer de lixeiras — ou, pior, escrevendo para pedir ajuda aos meus pais —, precisaria de um emprego decente. Ergui minha mala e coloquei na cama, e abri. As roupas ali dentro estavam apertadas junto às laterais, como se constrangidas de serem vistas, umas com as outras. Numa ponta, tecidos finos com bainhas bordadas delicadas e camadas de renda começaram logo a se expandir, esticando-se sob a luz matinal, à medida que o tecido comprimido voltava a respirar. Do lado oposto aos tons pastel e a impraticabilidade da elegância pretensa, havia algumas calças de trabalho em brim amarronzado e camisas tragicamente sensíveis. Um punhado de roupas íntimas e lenços humildemente navegavam no espaço entre elas, mantendo-se quietinhos. Eu olhei a bagagem e suspirei. Essas eram as minhas opções. Eu tinha vestido cada uma dessas peças, até me restarem essas opções, que pareciam refletir minhas opções de vida. Eu poderia me fantasiar de um maldito garoto ou de um cupcake ridículo. Tirei uma combinação simples e uma calcinha do centro da mala, depois a fechei com aversão, enfiando os vestidos finos para dentro, diante de seus protestos abafados. O vestido verde simples que eu tinha usado em minha chegada estava pendurado no mastro da cama, e eu o segurei diante da luz do sol. A bainha estava meio envergada, ainda meio úmida pela neve da noite anterior, meio desgastada, por causa do uso. Eu o vesti assim mesmo, e desci a escada. Procuraria primeiro um emprego e roupas novas depois. À luz do dia, New Fiddleham tinha seu frescor e parecia promissora. O ar ainda estava frio, quando segui meu caminho rumo à cidade, mas era um frio menos invasivo do que havia sido durante a noite. Eu senti uma pontada de empolgação e esperança pinicando em minha espinha, enquanto carregava minha mala pelas ruas de paralelepípedo. Decidi que dessa vez encontraria um emprego convencional. Minha única experiência profissional anterior tinha vindo depois de ir atrás de um anúncio com letras maiúsculas em negrito dizendo OPORTUNIDADE EMPOLGANTE e CHANCE DA SUA VIDA e, provavelmente, a palavra que mais me chamou a atenção ingênua, DINOSSAUROS. Sim, dinossauros. O trabalho do meu pai em antropologia e paleontologia tinha incutido em mim a sede pela descoberta — uma sede que, pela determinação dele, eu jamais deveria saciar. Ao longo de minha infância, o mais perto que cheguei de ver o trabalho do meu pai fora durante nossas idas ao museu. Eu ficava ansiosa para estudar, era excelente nos estudos e aguardava ansiosamente pelo estudo superior — até que descobri que meu pai partiria para chefiar o trabalho mais importante de sua carreira. Eu havia implorado que ele me deixasse frequentar a universidade e estava empolgada, quando finalmente convenceu minha mãe — porém, agora, a ideia de sofrer sobre os livros empoeirados, enquanto ele estava descobrindo a história real, me deixou inquieta. Eu queria estar no fervor da coisa, como meu pai. Eu pedi que ele me deixasse ir junto, mas ele recusou. Ele me disse que o campo não era lugar para uma jovem ficar vagueando. Insistiu que eu deveria terminar meus estudos e encontrar um bom marido com um emprego seguro. Então, pronto. Na semana anterior ao início do meu semestre, peguei o anúncio da OPORTUNIDADE EMPOLGANTE, fugi com o dinheiro que meus pais tinham guardado para os meus estudos e ingressei numa expedição que seguia rumo à cadeia montanhosa de Cárpatos. Eu temia que eles não aceitassem uma garota. Comprei algumas calças, numa loja de segunda mão — todas grandes demais pra mim, mas dobrei as bainhas e encontrei um cinto. Pratiquei falar em voz baixa e enfiei meu cabelo castanho comprido no velho quepe do meu avô — era exatamente do tipo que os garotos jornaleiros usavam, e eu tive certeza de que completaria meu disfarce. O resultado final foi espantoso. Eu tinha conseguido me transformar em... uma garota tola obviamente com roupa de menino. No fim das contas, o líder da escavação estava tão ocupado gerenciando aquele negócio mal custeado e mal organizado, que pouco se importou sequer que eu fosse humana, muito menos mulher. Ele estava simplesmente feliz por um par de mãos dispostas a trabalhar pelas refeições diárias. Os meses seguintes poderiam ser descritos como uma “oportunidade empolgante”, somente se a definição de empolgante incluísse passar meses comendo as mesmas refeições sem gosto, dormindo em caminhas desconfortáveis e cavando, com pá, a terra rochosa, dia após dia, numa busca inútil. Sem a recuperação de fósseis, nem dinheiro restante, a expedição ruiu e eu fiquei por conta própria para encontrar a costa leste europeia. “Pare de sonhar e sossegue!” parecia ser a mensagem predominante da lição que eu tinha passado meses, e todo o dinheiro da minha formação, para aprender. Eu estava prestes a esse fracasso abismal, quando me vi num porto alemão, procurando um bilhete de volta para a Inglaterra. Meu alemão era terrível — quase inexistente. Eu estava na metade da negociação do preço de um beliche num imenso navio mercante chamado Lady Charlotte, quando finalmente entendi que o capitão não estava zarpando para a Inglaterra, mas passaria rapidamente na França, antes de rumar à América. O mais chocante foi eu ter considerado que a possibilidade de atravessar o oceano, rumo aos Estados Unidos, era bem menos assustadora do que voltar para casa. Não sei se estava com mais medo de enfrentar meus pais, depois de ter roubado o dinheiro dos meus estudos, ou de enfrentar o fim da minha aventura, que dava a sensação de nem ter chegado ao meio. Naquela tarde, comprei três itens: um cartão-postal, um selo e um bilhete a bordo do Lady Charlotte. Meus pais provavelmente receberam o postal, mais ou menos ao mesmo tempo em que eu olhava para a costa da Europa ficando para trás, e o vasto oceano azul à minha frente. Eu não era tão ingênua e esperançosa como ao iniciar minha viagem, mas o mundo ficava cada vez maior, a cada dia que passava. O postal foi sucinto e simplesmente dizia:

Queridos mãe e pai, Espero que estejam bem. Como vocês haviam anteriormente alertado, um local de escavação profissional provou não ser lugar para uma jovem ficar vagueando. Estou atualmente em busca de um lugar melhor para fazê-lo. Saudações, A. Rook

E aí leitores, o que acharam? aposto que assim como eu vocês ficaram com o gostinho de quero ler esse livro urgentemente não é mesmo? Semana que vem farei uma análise para vocês dos dois primeiros capítulos :)

14 comentários:

  1. Maldade isso , posta o segundo capitulo e deixa eu aqui doida querendo ler ele inteiro , preciso urgente ler ele
    eesmaltecia.blogspot.com.br/

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  2. Li pouco sobre o capítulo, pois quero ler o livro inteiro, não curto ficar lendo os pedaços quando estou louca por uma obra, como é o caso desse livro.

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  3. Desde que começou as divulgações sobre este livro fiquei super curiosa para ler, só não li o segundo capítulo, por que quero ler o livro.

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  4. Amei o segundo capítulo, e amei a iniciativa de divulgação! Mal posso esperar para o ler o livro todo!

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  5. Ola, o livro parece ser bem interessante mas li apenas por alto, pq prefiro ler o livro por completo, é mais prazeroso. Ahhh adorei teu blog :) bjooo e tenha um ótimo domingo.

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  6. Oii, tudo bem?
    Eu também estava participando da maratona de divulgação e a cada dia que se passa eu fico mais ansiosa para ler o livro.

    www.fonte-da-leitura.blogspot.com.br

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  7. Que maneira legal para mostrar e divulgar novos títulos, realmente faz com que os leitores fiquem curiosos e com gostinho de "quero mais" haha ainda não conhecia o livro, mas gostei deste capítulo. Beijos, Érika

    *www.queroseralice.com.br*

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  8. Isso é bom, pois desde que conheci o livro estou querendo ler, e também ruim, porque dá um desespero e agora estou querendo muito ler logo(sendo que com certeza vou demorar para ler)!!!

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  9. Eu realmente gostei muito das resenhas e irei comprar esse livro pois me interessei muito pela história.

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  10. Olha tenho visto muita gente falando bem sobre esse livro e tenho tido muita curiosidade em conhecer, mas eu não sei se é meu gênero de leitura para agora sabe? Eu estou mais numa fase de ler livros mais leves, mas mesmo assim a dica já está anotada, porque me parece ser uma história bastante envolvente. Adorei seu ponto de vista sobre ele.

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/07/resenha-uma-saga-na-toscana.html

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  11. Oie, tudo bom?
    Estou cada vez mais interessada na leitura desse livro porque a premissa é interessante. Tenho medo de não ser um livro que me agrade como leitora, mas estou disposta a tentar.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  12. Este livro tem dado o que falar.
    Eu vi na livraria, mas quase comprei, porque resisti viu rs
    Tenho certeza que é uma ótima história, mas quando leio um pouco assim fico muito curiosa e angustiada pelo livro.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  13. Nossa muito interessante, o segundo capítulo só veio deixar mais vontade de ler o livro inteirooo...;-)

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  14. Olá, tudo bem?
    No inicio da leitura, confesso que achei sem graça. Mas conforme eu ia lendo, ia ficando mais enteressada e cada vez mais com sede de saber o que acontece. E ainda estou, irei ler este livro sem dúvidas! ^^
    Um abraço bem apertado. :))

    http://egodeescritor.blogspot.com.br

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